sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ah minhas ricas santinhas!


As deputadas Maria do Rosário Carneiro e Teresa Venda, duas parlamentares da ala católica da bancada do PS defendem o fim de dois feriados religiosos (Corpo de Deus e Todos Santos) e dois civis (Dia da República e Dia da Restauração). Os cortes serviriam para aumentar o ordenado mínimo nacional. Propõem ainda que outros cinco feriados passem a ser móveis: Carnaval, 25 de Abril, Dia do Trabalhador e Dia de Portugal, mais os feriados da Assunção da Nossa Senhora e da Imaculada Conceição (15 de Agosto e 8 de Dezembro), que seriam todos encostados aos fins-de-semana. Muitíssimo bem pensado. Que parvoíce esta a de relembrar/comemorar coisas como a Implantação da República ou a Restauração. Já foi há tanto tempo, quase já não há ninguém que se lembre ao certo o que se passou. Para além disso, não as podem acusar de tendenciosas. Duas católicas que querem acabar com o corpo de Deus e com todos os Santos, é preciso ter tomates. Também concordo com a nova mobilidade proposta para outras datas. Haverá algo mais carnavalesco que uma terça-feira de Carnaval à segunda-feira? Que interessa que o dia do Trabalhador seja mudado para quando der mais jeito ao Governo? Já se faz o que se quer dos trabalhadores, porque não fazer o mesmo ao seu dia? O 25 de Abril também pode saltitar alegremente entre datas. Afinal, não é também chamado dia da Liberdade? Que melhor prova dessa liberdade que podermos ter a liberdade de o comemorar quando nos der na real gana? Vá meninas, não desistam! Apoio-vos incondicionalmente!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Deutschland uber alles!


Ao contrário...



Já viram o novo anúncio da Galp de apoio à Selecção, com o Goucha a (tentar) utilizar uma vuvuzela? Não sai som nenhum, não é? Deviam ter avisado o senhor que a ideia é soprar, não chupar... Old habits die hard!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O justo e os torcionários


Ricardo Rodrigues, vice-presidente da bancada do PS e membro do Conselho Superior de Segurança Interna, órgão consultivo do primeiro-ministro em matéria se segurança interna, abandonou uma entrevista com os dois jornalistas da revista Sábado no dia 30 de Abril levando consigo os dois gravadores que estavam a ser utilizados para registar a conversa, "Irreflectidamente" e por estar a ser alvo de "violência psicológica insuportável". O coordenador do PS para a área da Justiça (?!), diz que aceitou dar a entrevista à Sábado de "boa fé", mas acusa a revista de "perguntas inquisitórias e construídas sobre premissas falsas" que tiveram como objectivo atingir a sua "honra (tratando-se de um político, não vejo como se poderia atingir algo inexistente, mas pronto…) e consideração". Os jornalistas Fernando Esteves e Maria Henrique Espada questionaram Ricardo Rodrigues com a sua ligação, como advogado, a "Débora Raposo, condenada em 2008 por burla e falsificação de documentos, num caso que defraudou em vários milhões de euros a CGD de Vila Franca do Campo, nos Açores. E em que ele próprio chegou a ser arguido, mas não acusado". Na entrevista, cujo vídeo está online, Ricardo Rodrigues diz que já teve os seus "azares" (que azar? Não ter sido acusado, para depois pedir uma indemnização?). Mas foi quando os jornalistas levantaram "o tema da sua demissão, em 2003, do Governo Regional dos Açores, em que era secretário regional, na sequência de boatos, com repercussão pública, que o ligavam a um escândalo de pedofilia no arquipélago", que Ricardo Rodrigues abandonou a sala da entrevista e levou consigo os gravadores, porque não vislumbrou "outra alternativa para preservar" o seu "bom nome" do que proceder aquela "acção directa". Uma pequena sugestão, Ricardito: já que as perguntas não foram respondidas, o que faz com que nas gravações de som não surja nada de auto-incriminatório, o que se calhar fazia mais sentido era levar a câmara de vídeo, para evitar a divulgação da expressão de azia que as perguntas provocaram, não? Talvez para a próxima…

Gaivotas em terra


Por causa da visita do Papa, a Força Aérea Portuguesa vai manter uma zona de interdição à volta do Terreiro de Paço, da qual vai ser afastado todo e qualquer tipo de tráfego aéreo. Com a falta de oportunidade que os nossos militares têm de dar uso ao material bélico, estou mesmo a ver as gaivotas (e os pombos) a serem alvo (literalmente) do treino destes dedicados mancebos (e mancebas, que as há...). Cuidado com as cabeças, peregrinos! Em vez de caca de gaivota (e de pombo) arriscam-se a levar com o bicho todo na carola!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Malandra! Bandida!




"A irma Noémia Quitério mostra uma hóstia grande, igual à que o papa Bento XVI irá erguer durante as cerimónias religiosas de 12 e 13 de Maio. As hóstias são fabricadas no Santuário de Fátima de onde saem milhares todos os dias."
in SAPO.PT



Isto é um escândalo! Onde anda a ASAE?! Então a Noémia está a segurar na hóstia que o Papa irá comer (por assim dizer) sem luvas, sem máscara, sem nada, enchendo-a de germes e bactérias! Esqueçam a ASAE, chamem os GOE! A Noémia é uma terrorista!!!

Oh pá, varreu-se-me de todo!


Manuel Alegre vai receber uma reforma de € 3.219,95 mensais pelo cargo de coordenador de programas de texto da Rádio Difusão Portuguesa que ocupou por alguns meses. A informação faz parte da lista dos aposentados e reformados divulgada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), citada pelo Correio da Manhã. Em declarações ao jornal, Alegre garantiu que nem se lembraria da reforma se não fosse a CGA a escrever-lhe uma carta. O deputado explicou que foi funcionário da RDP durante "pouco tempo", já que começou a trabalhar na rádio quando voltou do exílio, após o 25 de Abril, e saiu em 1975 quando foi eleito deputado, cargo que ocupou desde então. "Nunca mais lá trabalhei, mas descontei sempre", disse o deputado. Vamos todos apoiar este senhor na sua candidatura a Belém. Precisamos de mais cidadãos com este espírito. Mesmo não trabalhando continuam a contribuir para a Caixa Geral de Aposentações, o que vai beneficiar toda a gente. Já agora, uma vez que o filantrópico senhor até nem se lembrava dessa renda mensal, no meio de tantas de que já beneficia, que tal abdicar dela a favor dos que apenas têm uma (e mísera) reforma?